Folclore
Escrito por Jamilly Cristina e Sicilia Passavante
Giselda morava em Lajedo, no interior de Pernambuco, com seu marido Juarez. Juntos eles tinham um sítio, onde havia uma pequena casa, um galinheiro e um criadouro de cavalos. Um dia, Giselda acordou bem cedo para colher flores para missa de domingo, a qual teria um jantar especial depois, e ela tinha ficado responsável pela decoração. Enquanto isso, Juarez cuidava dos cavalos e do resto do sítio, arrumando algumas plantações de tomate e coentro, amaldiçoando-se por ter este trabalho e reclamando de viver naquele local.
Ao colher as flores do campo, que deveria ser uma reserva florestal da cidade (mas não era respeitada), Giselda sentiu arrepios correrem atrás de si, e quase pegou em muitas ortigas que viviam entre as flores. Ela sentia o ar meio pesado, como se não devesse estar ali, mas continuou com suas obrigações e logo após seguiu para sua casa.
O dia seguiu-se, a noite chegou e com ela a missa se findou, acalmando o coração do casal que já não era tão apaixonado enquanto andavam pelas pequenas ruas da vila, se encaminhando para o jantar coletivo. Tudo havia corrido bem. Já se encontravam em seus aposentos, e lá escutaram um barulho esquisito vindo do lado de fora. Se entreolharam e se perguntaram o que poderia ser
— E se for algo aqui dentro? — Diz Giselda assustada.
— Eu vou ir olhar.
— Se aquieta homem, você já é cheio dos problema cardíaco e tá querendo inventar moda? Pode se aquietar aí!
A discussão sobre quem iria se alastrou por um tempo, até que tiveram que tomar uma decisão pois o barulho estava maior.
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