Chamar o padre

Voltou para casa correndo e bateu na porta até Juarez abrir e tranca-la novamente. Suas mãos tremiam até o telefone fixo e Juarez gritava cobrando explicações que não conseguia dar.

O padre não atendia de jeito nenhum e já estava ficando em pânico. Mandou Juarez procurar água benta e trancar tudo até que ouviu um baixo alô.

— Alô! Seu Padre…Meu deus, Padre! A cumadre está aqui…, não posso falar o nome todo dela, mas, mas é a da ortiga, sabe? — Falava olhando pras janelas desesperada.

— A comadre fulozinha está no teu terreno? — Disse ele um pouco mais alto e desperto.

—Sim, Padre, me ajude por favor.

— Estou indo aí.

Não demorou muito minutos para escutar a buzina do carro antigo e ir correndo para abrir a porta. Lhe mostrou os cavalos trançados e as ortigas. Juarez aos poucos foi entendendo a situação. Foram convidados a dormir em outro lugar e deixarem o pessoal da igreja fazerem serviços ali até tudo ser resolvido.

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