Victor segura forte a correntinha no pescoço

Victor sente o coração acelerar, mas a indignação e o apego à correntinha falam mais alto. Ele olha para o homem com determinação e, segurando forte a correntinha no pescoço, diz: 

- NEM F@#&@! 

Por um breve momento, há um silêncio tenso. O homem franze a testa, irritado pela resistência de Victor. Com um movimento rápido e brutal, ele agarra a correntinha e a puxa com força. O metal se rompe, deixando uma marca roxa e dolorida no pescoço de Victor. A dor física é instantânea, mas o choque emocional é ainda mais profundo. A correntinha, símbolo de amor e lembranças, é arrancada de sua vida num piscar de olhos. 

Victor cai de joelhos, as lágrimas escorrendo pelo rosto, mistura-se com a poeira do chão. Ele tenta, inutilmente, alcançar o brilho prata que desaparece nas mãos do agressor. A dor da perda é esmagadora, um buraco que se abre em seu peito.

Os garotos riem, e o som ecoa como uma zombaria cruel na mente de Victor. Eles se afastam, levando consigo mais do que uma simples peça de metal – levam suas memórias, suas esperanças, seu símbolo de segurança. 

Victor fica parado ali, de joelhos, com a mão trêmula tocando o pescoço dolorido. Os pensamentos de arrependimento inundam sua mente. Se ele tivesse ouvido sua intuição, se tivesse deixado a correntinha em casa, nada disso teria acontecido. Ele se levanta lentamente, cada passo de volta para casa pesado com a tristeza da despedida dramática e inesperada.

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